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Cereal se torna a nova mania para quem quer perder peso

Objeto de recentes estudos na área nutricional, a Chia (Salvia hispânica) - cereal andino cultivado principalmente no México e na Guatemala - vem ganhando popularidade entre os brasileiros em busca da boa forma, embora a descoberta de suas propriedades funcionais seja bem antiga, associada ao povo Maia. Nas prateleiras das lojas de produtos naturais, já é possível encontrar, além das sementes, outras variações do produto, como farinha e óleo.

Segundo a coordenadora do departamento de nutrição da Rede Mundo Verde, Flávia Morais, a chia é um coadjuvante no emagrecimento por causar saciedade, con-sequência da sua abundância em fibras.

Mas, além das fibras, a semente é fonte ainda de ácido graxo, ômega 3 e proteínas que, segundo a nutricionista, contribuem para o antienvelhecimento e resistência física. A combinação destes e outros nutrientes do grão, como o magnésio e o cálcio, também são responsáveis por uma maior disposição. Por isso, "chia" seria a palavra maia para força. Diz a lenda que este povo acreditava que uma colher da semente seria capaz de sustentar energeticamente uma pessoa adulta por 24 horas e a usava como moeda para pagar impostos.

"As fibras têm o poder de aumentar a saciedade e, quando comemos menos, mais emagrecemos", 
resume Flávia.

Segundo Flávia Morais, a quatidade sugerida para o consumo das sementes ou farinha de chia é de uma colher de sopa ao dia (12 gramas), que pode ser misturada a sucos, vitaminas, iogurte ou salpicada na comida. Se for óleo, no entanto, ela reco¬menda usar até duas colheres de sopa ao dia para temperar a comida. Como qualquer alimento, se ingerido em excesso, o grão pode ser prejudicial. "Comer mais que isso não vai garantir melhores efeitos", salienta.

Segundo Flávia, se a pessoa seguir as orientações não há contraindicações, in¬cluindo gestantes e lactantes, ou restrições de idade. A profissional recomenda ainda o uso da semente em sua forma natural, sob risco de comprometer seus benefícios.
"A chia, ao contrário da linhaça, é macia e conseguimos   triturá-la com a mastigação. Não há necessidade de tritu¬rá-la antes do consumo. Sementes tritura¬das e armazenadas sem cuidado têm seus óleos, oxidados e isso compromete seus benefícios", explica.

PROTEÇÃO CONTRA ALZHEIMER

A semente intacta pode ser guardada em potes fechados, no armário, e não há necessidade de refrigeração. Mas, se forem trituradas, devem ser guardadas em potes fechados, opacos e em geladeira, para preservar o ômega 3, tipo de gordura relacionada à prevenção de doenças cardiovasculares, de ação anti-inflamatória e que melhora a saúde e o funcionamento do cérebro, sendo indicada inclusive para pacientes com Alzheimer.

"A chia protege contra o mal de Alzheimer por causa de seu teor de ômega 3, que tem efeito protetor para os neuró¬nios. O ômega 3 também tem efeito anti-inflamatório, o que pode ajudar a diminuir o edema e a dor nas articulaçõi s, e atua na redução das taxas de triglicérides e colesterol total e do LDL", afirma.

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